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Escola da Bahia retira ditador do nome da instituição

Votação com estudantes, pais e professores acontece nessa sexta feira com voto em urna. Entre os novos nomes indicados de maior adesão está Nelson Mandela e Milton Santos

Um reconhecido movimento consciente e de cidadania reúne nessa sexta-feira (06/06), na capital da Bahia, os estudantes do Colégio Estadual Presidente Humberto Alencar Castelo Branco para votação que pretende retirar a referência ao ditador Castelo do nome da escola. Localizada no bairro de Periperi, subúrbio ferroviário de Salvador, a instituição reuniu em ampla mobilização todos os secundaristas da instituição, pais, professores e direção escolar para eleger em processo democrático o novo nome da instituição.

Entre as novas indicações está Nelson Mandela e Milton Santos. A iniciativa começou em dezembro de 2013, quando o corpo escolar entrou em consenso que a referência a um dos personagens da ditadura militar no Brasil não representa o perfil das transformações que a unidade escolar apresenta. A solicitação de mudança foi levada à Secretaria de Educação que aprovou a autonomia da instituição em realizar a alteração de nome.

Para diretora da UBES no estado, Rose Silva, a movimentação é exemplar para todo o país no combate aos resquícios da ditadura e indicativo positivo à prática da cidadania. “A escola vive um tempo fervoroso, de muitos debates e participação de todos. A disputa eleitoral está acirrada entre Mandela e Milton. Toda comunidade escolar está de parabéns pelo exemplo de participação política e democrática”, parabeniza a líder estudantil.

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Ditadura Nunca Mais! Apague o Ditador da sua Escola

Os estudantes se mobilizaram entorno do assunto, reunião com toda comunidade escolar, pais e professores deram início a um ciclo de debates no mês de abril com o projeto “Ditadura Nunca Mais. Apague o Ditador da sua Escola” que engrossou todo o processo.

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Entorno da pesquisa de vida e dos ideais dos nomes indicados, sendo eles Nelson Mandela, Milton Santos, Paulo Freire e Carlos Lamarca. Apresentações em sala de aula, mostra de vídeos de suas biografias percorreu as salas de aula.

Nesta mesma campanha, a Bahia tem sido pioneira na iniciativa de retirar das escolas os resquícios da ditadura, começando pelo próprio nome das instituições, como é o caso do Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici, que após 10 anos de tentativa, gerações de estudantes conquistam a alteração.

Localizado no bairro do Stiep, também em Salvador, estudantes do colégio realizaram mobilização que levou à votação professores, secundaristas, pais e até moradores da região com voto direto. O nome de Carlos Marighella foi eleito. A reivindicação que há mais de 10 anos era mote de discussões no colégio resultou na mudança permanente do nome em fevereiro de 2014.

Como mudar o nome da escola?

A ideia da Campanha nacional é propor projetos de iniciativa popular às Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores, após a realização de amplo debate com a comunidade escolar, a fim de legitimar o pleito. Assine a Petição online que será encaminhada ao Governo Federal, estadual e prefeituras municipais.

O site criado pela CNTE ajuda a explicar como propor a mudança, que pode acontecer por meio da Lei de Iniciativa Popular, tendo como ponto de partida o debate com a comunidade escolar para iniciar a arrecadação de assinaturas para apresentação do projeto.

Saiba mais acessando http://ditaduranuncamais.cnte.org.br/mude-o-nome-da-sua-escola/

 Da Redação