
Bullying não é “brincadeira de criança”. Quando um estudante é humilhado, ridicularizado ou agredido, seja física ou verbalmente, isso deixa cicatrizes profundas. Segundo pesquisa da Unicef, 1 em cada 3 estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos já sofreu bullying.
Esse problema se agrava quando está ligado a preconceitos estruturais: racismo, LGBTQIA+fobia, machismo, gordofobia e discriminação social.
O que muitos chamam de “zoeira” é, na verdade, a reprodução de desigualdades dentro da escola.
As consequências não são pequenas. Estudantes vítimas de bullying apresentam maior risco de desenvolver transtornos de ansiedade, depressão, baixa autoestima e até de abandonar a escola. Em casos extremos, a violência sofrida pode levar ao suicídio.
É dever da escola, e de toda a comunidade escolar, enfrentar o problema.
Isso significa criar uma cultura de respeito e diversidade, com campanhas educativas, formação de professores, participação de grêmios estudantis e canais de denúncia.
A escola só será realmente um lugar de aprendizado quando todos puderem se sentir seguros, respeitados e valorizados como são.