Ubes – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas

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8 de março: por que ainda precisamos dizer “parem de nos matar”

O 8M (8 de março), Dia Internacional das Mulheres, nasceu como um marco de luta por direitos, igualdade e dignidade. Mais de um século depois, a data continua sendo um chamado urgente diante da persistência da violência contra mulheres e meninas no Brasil.

Nos últimos dias, um caso chocante voltou a escancarar essa realidade. Uma estudante de 17 anos foi vítima de estupro coletivo em Copacabana, no Rio de Janeiro. Segundo a investigação da Polícia Civil, cinco rapazes participaram da violência, entre eles um adolescente da mesma escola da vítima. 

A jovem teria sido atraída ao local por um conhecido e, ao chegar ao apartamento, foi submetida a agressões físicas e psicológicas por cerca de uma hora. O caso ganhou repercussão nacional e provocou indignação em todo o país. 

Além desse crime, a polícia também investiga outros casos de violência sexual envolvendo adolescentes possivelmente cometidos pelo mesmo grupo, o que amplia ainda mais a gravidade da situação. 

Casos como esse evidenciam que a violência contra mulheres não é um problema distante da realidade das escolas e da juventude. Pelo contrário: muitas das vítimas são estudantes, meninas que ainda estão construindo seus projetos de vida.

Nos últimos anos, diversos crimes contra jovens também chocaram o país e reforçaram o alerta sobre a vulnerabilidade de adolescentes. Entre eles está o caso da adolescente Maria Victória Rodrigues dos Santos, de 15 anos, assassinada em 2025 no Piauí em um crime investigado como feminicídio. 

Esses episódios revelam uma realidade dura: a violência de gênero continua sendo uma das principais violações de direitos humanos no país.

Violência que atravessa a juventude

Quando a violência atinge meninas e adolescentes, os impactos são ainda mais profundos. A escola, que deveria ser um espaço de proteção, aprendizado e desenvolvimento, muitas vezes também se torna cenário ou ponto de partida para episódios de assédio, abuso e violência.

Por isso, organizações estudantis, movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos humanos têm reforçado a necessidade de ampliar o debate sobre violência de gênero nas escolas, garantindo informação, canais de denúncia e políticas de proteção.

8 de março: memória, denúncia e mobilização

Diante desse cenário, o Dia Internacional das Mulheres não pode ser tratado apenas como uma data simbólica. Ele continua sendo um momento de denúncia e mobilização, para lembrar as vítimas de feminicídio e de violência sexual, exigir justiça e cobrar políticas públicas que garantam segurança e direitos para meninas e mulheres. 

Para o movimento estudantil, essa luta também passa pela mobilização nas escolas e nas ruas, porque a violência contra mulheres não é um problema individual, é um problema social e enfrentá-lo exige organização coletiva.

Garantir que meninas possam viver sem medo é uma responsabilidade de toda a sociedade e a juventude tem papel central nessa transformação. Porque enquanto houver violência, enquanto meninas forem atacadas, enquanto mulheres continuarem sendo mortas, a luta continua!

A UBES convoca estudantes secundaristas de todo o país a se somarem às mobilizações do 8 de março e a fortalecerem o debate sobre igualdade, respeito e combate à violência de gênero dentro das escolas.

CONFIRA AS DATAS, HORÁRIOS E LOCAIS DOS ATOS EM TODO O BRASIL:

Alagoas (AL)

07/03 – 9h às 14h – Maceió – Bairro Benedito Bentes

08/03 – 9h às 14h – Maceió – Orla de Maceió

Amazonas (AM)

08/03 – 8h – Manaus – Av. Getúlio Vargas e Av. Eduardo Ribeiro

08/03 – 15h – Manaus – Praça da Polícia

08/03 – 16h –  Manaus – Rua Barroso

08/03 – 17h – Manaus – Largo São Sebastião

Distrito Federal (DF)

08/03 – 13h – Brasília – Torre de TV

Espírito Santo (ES)

06/03 – 14h – Vitória – Palácio da Fonte Grande

07/03 – 8h30 – São Mateus (local não informado)

07/03 – 8h30 – Colatina (local não informado)

08/03 – 8h às 17h – Vitória – Parque Moscoso

Maranhão (MA)

08/03 – 9h – São Luís – Largo do Carmo (Centro Histórico)

Mato Grosso do Sul (MS)

07/03 – 9h – Campo Grande – Barão do Rio Branco com Av. 14 de Julho (em frente ao Bar do Zé)

Minas Gerais (MG)

08/03 – 9h – Belo Horizonte – Praça Raul Soares

08/03 – 16h – Uberaba – Concha Acústica

Pará (PA)

08/03 – 9h – Belém – Escadinha

08/03 – 17h – Santarém – Praça da Matriz

08/03 – 9h – Belém – Escadinha das Docas

Paraná (PR)

08/03 – 9h – Curitiba – Praça Santos Andrade

08/03 – 8h – Cascavel – Biblioteca da Unioeste

08/03 – 14h30 – Guarapuava – Unicentro Santa Cruz (caminhada até o Parque do Lago)

08/03 – 15h – Francisco Beltrão – Expobel

08/03 – 14h – Paranaguá – Aeroparque

08/03 – 16h – Paranavaí – Praça dos Pioneiros

08/03 – 8h30 – Campo Mourão – Praça da Catedral

08/03 – 9h – Maringá – Praça Rocha Pombo

Pernambuco (PE)

09/03 – 15h – Recife – Concentração na Rua da Aurora até o Marco Zero

Rio grande do norte (RN) 

08/03 – 8H – Natal – Caju da redinha

08/03 – 16h – Mossoró – Praça do Teatro 

Rio Grande do Sul (RS)

08/03 – 9h30 – Porto Alegre – Praça dos Açorianos (caminhada até a Orla do Gasômetro)

Santa Catarina (SC)

08/03 – 9h30 – Florianópolis – Parque da Luz

08/03 – 8h – Blumenau – Escadaria da Igreja Matriz (caminhada até a Prefeitura)

São Paulo (diversas cidades)

07/03 – São Carlos – 9h – Praça da Igreja São Benedito (R. Gen. Osório, 510, Centro)

08/03 – Araraquara – 9h – Parque Infantil

08/03 – São Carlos – 9h – Praça Coronel Salles

08/03 – Campinas – 9h – Largo do Rosário

08/03 – Santos – 9h – Praça das Bandeiras (Praia do Gonzaga) 

08/03 – São Paulo – 14h – Masp

08/03 – Sorocaba – 9h – Praça Frei Baraúna (Fórum Velho)

Sergipe (SE)

08/03 – 8h – Aracaju – Feira do Conjunto Habitacional Bugio (bairro Olaria)

Tocantins (TO)

08/03 – manhã – Palmas – Feira do Aureny 1

Roraima (RR)

08/03 – 17h30 – Boa Vista – Praça das Águas