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Greve unificada na educação do Rio de Janeiro começa nessa segunda (12)

Com apoio dos estudantes, professores da rede municipal e estadual mobilizam todo estado em busca de respaldo para suas pautas

“Ė impossível falar de educação de qualidade sem falar em salário digno aos professores, gestão democrática nas escolas, reciclagem e jornada que os permitam conhecer os estudantes e participar do projeto pedagógico da escola. A greve geral da rede municipal e estadual do Rio de Janeiro ė mais uma grande luta para construirmos uma educação pública e de qualidade em nosso estado”. Quem diz é o diretor da UBES, Adson Trocades sobre a greve unificada que começou nessa segundafeira (12/05) reivindicando plano de carreira, fim da terceirização, contra a privatização da educação entre outras pautas.

A movimentação legítima recebe apoio dos estudantes que acompanham desde a última quarta a assembleia que deflagrou a paralisação. Em nota divulgada em seu site, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE) que organiza as atividades afirma os motivos centrais. “Além da pauta, os governos do estado e do município, até agora, não atenderam às reivindicações da categoria e nem cumpriram os compromissos firmados que determinaram o fim das greves no ano passado”.

“Um estado com o segundo pior ensino do país, onde a educação verdadeiramente é sucateada, o secretário de Educação ė economista e trata estudantes e professores como números!”, denuncia Adson. “Devemos juntos lutar pela dedicação exclusiva dos professores a somente uma escola e para que nelas haja mais democracia – sem nos esquecer da grande bandeira dos 10% do PIB para educação”, finaliza.

Gestão democrática representa pauta dos estudantes

A greve diz respeito também à classe estudantil, a votação direta para diretor é uma das diversas pautas dos professores, o desafio representa o interesse de todos que estão nas salas de aula, como conta o presidente da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (AMES-RJ), João Neto. “Além da falta de verba o desrespeito ao professor que até hoje não tem um plano de cargos e salários justo, a eleição direta para direção escolar é um ato democrático que impede, por exemplo, que o governador e seus afins, indique a direção para continuar aplicando sua meritocracia, com diretores que defendem os interesses do secretário de Educação que é um economista, e não de valorizar a educação plena, com direitos e acesso à cidade. Nós da AMES-Rio achamos a greve justíssima, a educação do Rio pede socorro e o movimento estudantil secundarista estará ao lado dos professores nessa luta”, diz o líder estudantil.

Conheça a agenda e as pautas da greve

As reivindicações conjuntas – para estado e município – englobam: plano de carreira unificado, reajuste linear de 20% com paridade para os aposentados, autonomia pedagógica, planejamento extraclasse, 30 horas para os funcionários administrativos, eleição direta para diretores, convocação dos aprovados em concurso, equiparação salarial da categoria, reconhecimento do cargo de cozinheira  e 15% de reajuste entre níveis.

A agenda da paralisação engloba panfletagem e conscientização dentro das próprias escolas. Dia 14 acontecerá Conselho deliberativo e no dia 15 assembleia unificada seguida de ato público. Outras redes municípais estão em greve ou se mobilizando, com uma pauta de reivindicações semelhante: São Gonçalo está em greve desde o dia 25 de março; Duque de Caxias está realizando desde 06/05 uma greve de advertência de 72 horas, que poderá se ampliar, caso o prefeito Alexandre Cardoso não aceite as reivindicações da categoria.

A rede municipal de Nilópolis aprovou, em assembleia realizada também na terça-feira (6/5), uma greve de advertência de 48 horas nos dias 12 e 13 de maio. Durante a paralisação, a categoria irá realizar panfletagens na porta da prefeitura, exigindo negociação com o prefeito Alessandro Calazans para que ele atenda as reivindicações da rede municipal, entre elas: melhores condições de trabalho, material escolar, utensílios e materiais de limpeza, redução da carga horária dos funcionários para 30 horas semanais; reajuste para todos (a prefeitura publicou um reajuste somente para os professores); fimdo desconto do auxílio transporte; pagamento de regência para todos os que estão em sala de aula (informática e leitura); eleição para diretores de escolas.

Da Redação com informações do SEPE