A cada ano, o mês de setembro acende um alerta importante: a necessidade de falar sobre saúde mental e prevenção ao suicídio.
No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, a cada 45 minutos uma pessoa tira a própria vida. Entre adolescentes e jovens, o índice cresce e já é uma das principais causas de morte na faixa etária dos 15 aos 29 anos.
Quando olhamos para as escolas, o cenário é ainda mais preocupante. O ambiente escolar é um dos lugares em que os estudantes passam a maior parte do tempo; mas ele nem sempre está preparado para acolher.
Ansiedade, depressão, automutilação e evasão escolar estão diretamente ligadas a questões emocionais que, muitas vezes, não recebem a atenção necessária.
A Lei 13.935/2019 foi um avanço fundamental ao determinar a presença de psicólogos(as) e assistentes sociais nas redes públicas de educação básica. Mas, cinco anos depois da sua sanção, o que vemos é que essa lei ainda não saiu do papel em muitos estados e municípios.
Falta contratação de profissionais, falta orçamento e falta prioridade política. Enquanto isso, estudantes enfrentam sozinhos as pressões de um sistema educacional desigual.
Falar de saúde mental nas escolas é urgente porque educação não é só aprender conteúdos, mas formar pessoas inteiras, com dignidade e bem-estar.
Cuidar da mente dos secundas é cuidar do futuro do país.