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Mês da Visibilidade Trans: UBES reafirma compromisso com o Protocolo Dandara e a luta por escolas seguras e inclusivas

O mês de janeiro marca o Mês da Visibilidade Trans, um período fundamental para dar visibilidade às existências trans, denunciar violências históricas e reafirmar a luta por direitos, dignidade e respeito, especialmente no ambiente escolar.

Para a UBES, falar de visibilidade trans é falar de permanência, respeito e direito à educação. Em um país que ainda lidera índices de violência contra pessoas trans, a escola não pode ser espaço de exclusão, constrangimento ou apagamento.

Protocolo Dandara: um marco da luta estudantil

No dia 29 de janeiro, completa-se 1 ano do lançamento do Protocolo Dandara, uma importante conquista do movimento estudantil e dos movimentos LGBTQIA+, construída a partir da necessidade concreta de proteger estudantes trans dentro das escolas.

O protocolo surge como resposta a uma realidade marcada por evasão escolar, bullying, desrespeito ao nome social, ausência de políticas de acolhimento e violência institucional contra estudantes trans e travestis.

A UBES esteve presente e atuante nessa construção, reafirmando que nenhum estudante pode ser impedido de estudar por ser quem é.

O que é o Protocolo Dandara?

O Protocolo Dandara é um conjunto de diretrizes que orienta escolas e redes de ensino a garantir:

Respeito ao nome social e à identidade de gênero

Ambientes escolares seguros e acolhedores

Formação e orientação para professores, gestores e funcionários

Combate ao bullying, à transfobia e a qualquer forma de discriminação

Políticas de permanência escolar para estudantes trans

Mais do que um documento, o protocolo é uma ferramenta de proteção, educação e transformação do espaço escolar.

Educação sem transfobia é direito

A luta por uma escola democrática passa, necessariamente, pelo combate à transfobia. Estudantes trans têm o direito de frequentar a escola com dignidade, de serem chamadas pelo nome que escolheram, de aprender sem medo e de existir sem violência.

A UBES reafirma que educação pública de qualidade só existe com diversidade, respeito e inclusão. Não há neutralidade possível diante da exclusão: ou a escola acolhe, ou ela expulsa.

O protocolo já está em práticaUm ano após seu lançamento, o Protocolo Dandara já está sendo implementado em diferentes espaços, como:

Escolas públicas

Secretarias de educação

Espaços de formação e acolhimento

Iniciativas de educação popular e comunitária

A presença do protocolo nesses espaços demonstra que a luta coletiva gera resultados concretos, mas também reforça que a mobilização precisa continuar para que ele seja efetivamente aplicado em todo o país.

Visibilidade trans é compromisso permanente

Para a UBES, o mês da visibilidade trans não é apenas simbólico. É um chamado à ação: nas escolas, nos grêmios, nas redes e nas ruas.

Seguiremos lutando por uma educação que respeite todas as identidades, que combata o preconceito e que garanta que nenhum estudante seja deixado para trás.

Porque escola também é lugar de existir.

Porque visibilidade é direito.

Porque sem estudantes trans, não há educação democrática