
A UBES se soma à voz das periferias e das favelas que, mais uma vez, gritam por algo que deveria ser o mínimo: o direito de viver.
Nos últimos dias, o país voltou a assistir à rotina de medo em comunidades do Rio de Janeiro. Escolas fechadas, aulas interrompidas, ônibus queimados, vidas interrompidas. Uma juventude impedida de estudar e de sonhar por conta da violência que insiste em ser tratada apenas como “problema de segurança pública”, quando, na verdade, é também uma questão de desigualdade, de racismo e de exclusão histórica.
A UBES reafirma que a educação é o caminho mais poderoso contra a violência, e que não há futuro possível enquanto jovens pobres e negros continuarem sendo vistos como alvos e não como sujeitos de direito. A escola precisa ser refúgio, não campo de guerra.
Quando uma escola fecha por causa de um tiroteio, não é só o aprendizado que se perde, é a esperança de uma comunidade inteira. E enquanto o abuso de poder das autoridades continuar sendo a resposta, a juventude continuará dizendo em alto e bom som: a favela quer viver.
É preciso garantir políticas de proteção à vida nas periferias, segurança que não mate, e investimento público que chegue aonde o Estado sempre fez questão que faltasse. O acesso à educação, à cultura, ao transporte e à dignidade são direitos, não favores.
A UBES reforça seu compromisso em lutar por um país onde o direito de estudar não dependa do endereço. Onde cada jovem possa sair de casa sem medo e voltar com um caderno cheio de planos.
Porque viver é o primeiro passo pra sonhar… e a favela quer viver.