
Mais do que uma data comemorativa, 11 de agosto é símbolo de organização, resistência e transformação para milhões de estudantes.
Agosto não é apenas mais um mês no calendário estudantil. É o mês que carrega a marca da rebeldia organizada, da força coletiva e da esperança de um Brasil mais justo. No dia 11, celebramos o Dia do Estudante, data criada em 1927 para marcar o centenário da criação dos dois primeiros cursos de Direito no país.
Mas, com o tempo, esse dia ultrapassou o significado inicial e passou a ser um marco para as lutas da juventude por educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.
A história mostra que foram os estudantes que estiveram na linha de frente contra ditaduras, nas ruas pela redemocratização e nas mobilizações por direitos sociais. Desde a fundação da UBES, em 1948, o movimento estudantil secundarista mantém viva a chama de lutar por acesso, permanência e qualidade na educação.
Hoje, os desafios continuam: evasão escolar, militarização das escolas, cortes no orçamento da educação e precarização do ensino mostram que a pauta estudantil segue urgente. Agosto é o momento de lembrar que cada conquista é fruto de organização e pressão popular, como o Passe Livre para o ENEM ou a ampliação de programas de apoio estudantil.
Em 2025, o Dia do Estudante se soma a um chamado nacional: o Ato do dia 14 de agosto, que vai unir estudantes em todo o país para defender democracia, soberania e o direito à educação de qualidade.
Porque celebrar é também lutar.
No dia 11 de agosto e em todos os outros, a voz estudantil seguirá ecoando para construir o país que queremos viver.