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Educação Antirracista: compromisso ainda mais essencial no Julho das Pretas

Julho é um mês de luta, memória e valorização. É quando celebramos o Julho das Pretas, criado pelos movimentos de mulheres negras para marcar a resistência e a potência das mulheres negras em todo o Brasil. 


A data tem como marco o 25 de julho, que é o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola que inspirou gerações na luta pela liberdade e pela dignidade.

Nesse contexto, refletir sobre a importância de uma Educação Antirracista não é só oportuno, é urgente.

Por que falar de racismo nas escolas?

O racismo estrutura desigualdades históricas no Brasil. Ele atravessa o acesso à educação, o currículo escolar, o ambiente das salas de aula e o futuro de milhões de jovens negras e negros.

Dados do IBGE mostram que pessoas negras têm menor taxa de conclusão do ensino médio e menor acesso ao ensino superior. Ao mesmo tempo, são a maioria das vítimas de violência, do desemprego e da pobreza. A escola, que deveria ser lugar de emancipação, muitas vezes reproduz preconceitos e estigmas.

Combater o racismo na educação significa reconhecer essas desigualdades e agir ativamente para transformá-las. Significa garantir que crianças e jovens negros se vejam representados positivamente na história que estudam, na literatura que leem e nos espaços que ocupam.

Educação Antirracista é compromisso coletivo

A Educação Antirracista precisa estar presente em todas as etapas da formação escolar. Isso passa por:

  • Formação continuada de professores e professoras, que devem ter condições de abordar o tema com preparo e sensibilidade.
  • Currículos que contemplem a história e a cultura afro-brasileira e africana, conforme previsto pela Lei 10.639/2003.
  • Ações pedagógicas e campanhas educativas, que ajudem a desconstruir estereótipos e valorizar a diversidade.
  • Ouvir estudantes negras e negros, reconhecendo suas vivências e propostas.

No Julho das Pretas, essas pautas se tornam ainda mais evidentes, pois falamos não só de combater o racismo, mas também de enfrentar o machismo e todas as formas de opressão que afetam mulheres negras.

O papel dos grêmios estudantis e das juventudes

Grêmios estudantis têm um papel fundamental nessa caminhada. São espaços onde se constrói consciência coletiva, se organiza mobilização e se garante que a voz dos estudantes seja ouvida.

Promover debates, rodas de conversa, projetos culturais e ações de valorização da identidade negra são formas de colocar em prática a Educação Antirracista no dia a dia da escola.

Julho das Pretas é todo dia

O Julho das Pretas é uma oportunidade para lembrar que a luta contra o racismo não cabe só em um mês. Ela precisa ser permanente, constante e prioritária.

A UBES segue comprometida com uma educação pública, inclusiva e antirracista – que respeite todas as trajetórias, amplie horizontes e prepare as juventudes para transformar o Brasil.