
Enquanto a maioria da população paga impostos altíssimos sobre o consumo, os super ricos seguem acumulando patrimônio quase sem tributação. Entenda por que a taxação das grandes fortunas é uma medida de justiça social.
O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Aqui, 1% da população concentra quase metade da riqueza. E mesmo assim, quem mais paga imposto proporcionalmente não são os bilionários, mas sim a classe trabalhadora e as pessoas mais pobres.
Essa desigualdade tem nome: injustiça fiscal.
O que é injustiça fiscal?
É quando o sistema de impostos penaliza quem ganha menos. No Brasil, boa parte da arrecadação vem de tributos sobre o consumo — ou seja, quando você compra arroz, feijão, remédio, roupa, já está pagando imposto embutido. Para quem tem renda baixa, isso pesa muito mais no orçamento do que para um grande empresário ou um investidor milionário.
Enquanto isso, grandes fortunas, lucros e dividendos têm pouca ou nenhuma tributação. Só para comparar: no Brasil, não existe imposto sobre grandes fortunas de forma efetiva, e os lucros distribuídos aos acionistas não são taxados desde 1996.
Por que taxar grandes fortunas?
A taxação das grandes fortunas é prevista na Constituição desde 1988, mas nunca foi regulamentada. Na prática, isso significa que bilionários seguem intocáveis enquanto estudantes ficam sem verba pra educação, hospitais lotam e programas sociais são cortados.
Se implementada, essa medida poderia arrecadar dezenas de bilhões de reais por ano. Recursos que poderiam fortalecer escolas públicas, ampliar universidades, garantir transporte estudantil e melhorar a qualidade de vida de milhões de brasileiros.
Quem tem medo da taxação?
Os grandes grupos econômicos e parte da elite resistem. Criam narrativas de que “todo mundo vai pagar mais imposto” ou que “os ricos vão embora do país”. Mas a verdade é que muitos países desenvolvidos têm taxação de grandes fortunas. França, Espanha e Noruega, por exemplo, já adotaram mecanismos de tributação sobre o patrimônio bilionário.
Taxar é uma escolha política
Em um país onde o jovem precisa trabalhar e estudar para sobreviver, enquanto poucos acumulam bilhões sem contribuir de forma justa, taxar grandes fortunas é muito mais do que uma questão econômica. É uma escolha de lado: ou ficamos ao lado do povo, ou ficamos ao lado dos super ricos.
A UBES defende a justiça fiscal como parte da luta por uma educação pública de qualidade e por um Brasil menos desigual.
Chegou a hora de colocar essa pauta no centro do debate. Porque não é aceitável que quem tem menos carregue o país nas costas enquanto quem tem mais continue intocável.
Taxar grandes fortunas é urgência! É justiça social!
E é responsabilidade de todos nós cobrar isso do Congresso e do Governo.