
A proposta de militarização das escolas voltou ao debate com força. Governadores como Romeu Zema (MG) e Tarcísio de Freitas (SP), além do ex-presidente Bolsonaro, insistem em apresentar esse modelo como solução para os problemas da educação.
Mas o que eles não contam é o verdadeiro impacto dessa política no dia a dia das escolas e na formação de estudantes críticos, criativos e livres.
Por trás da narrativa de “disciplina e ordem”, a militarização esconde o desmonte da educação pública, o autoritarismo e o apagamento de direitos. Escolas militarizadas não resolvem a falta de estrutura, a ausência de professores ou a evasão escolar.
Ao contrário, restringem a participação estudantil, o protagonismo juvenil e criam ambientes de medo e repressão.
Levantamentos mostram que escolas militarizadas têm mais punições e menos espaços de escuta. Em muitos casos, grêmios são proibidos de atuar e temas como gênero, política ou direitos humanos são censurados. É uma tentativa de calar a juventude e transformar o espaço escolar em quartel.
A UBES defende uma escola democrática, laica, plural e acolhedora. Educação de verdade se faz com investimento, escuta, liberdade de pensamento e valorização de professores e estudantes — e não com repressão, censura e farda.
Não aceitaremos retrocessos. Escola é lugar de aprendizado, de questionamento e de construção de um futuro melhor.
Militarização NÃO é educação!