

A voz da juventude que não abaixa a cabeça nunca!
Em 25 de julho de 1948, nascia no Rio de Janeiro uma entidade que mudaria a história do Brasil: a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. A UBES surgiu do sonho coletivo de estudantes que entenderam, ainda cedo, que pra mudar o país é preciso ter coragem, organização e rebeldia com propósito.
E desde então, nunca mais saiu das ruas, das salas de aula ou da linha de frente das grandes lutas do povo brasileiro.
De ontem até hoje: uma história de enfrentamento
Na campanha do “Petróleo é Nosso”, na resistência à ditadura, no grito por Diretas Já!, no Fora Collor, contra as privatizações e por mais acesso à educação… A UBES esteve lá.
Estudantes enfrentaram a repressão, foram presos, exilados e até assassinados, como Edson Luís, morto aos 18 anos em um restaurante estudantil. O corpo dele não calou a luta. Pelo contrário. Virou símbolo.
Porque quando o sistema bate continência pro autoritarismo, a UBES levanta o punho pela democracia.
E agora? Ainda estamos lutando!
Hoje, a juventude brasileira segue sendo atacada. As escolas estão sendo militarizadas em nome de uma falsa “ordem”. Mas o que querem é o silêncio. É a obediência. É esconder os verdadeiros problemas: racismo, evasão, violência, falta de professores, falta de futuro.
Querem um sistema que bate continência para o golpe de 64. A UBES quer uma escola que pense, questione e transforme.
É por isso que, mesmo perto dos 80 anos, seguimos sendo a pedra no sapato de quem quer controlar a juventude. Contra o avanço das ideias autoritárias, contra a mentira disfarçada de disciplina. Porque educação se faz com democracia, não com farda.
Rebeldia não tem prazo de validade
Durante a pandemia, enquanto o governo negava vacina e internet, a UBES organizou a campanha “Vida, Pão, Vacina e Educação”. Lutamos por chips, isenção no Enem, permanência estudantil, combate à evasão.
Lutamos pelo Pé-de-Meia, pelo Fundeb, pela regulamentação do PNAES. E seguimos lutando contra cortes, perseguições e a entrega do Brasil ao imperialismo.
Porque defender a educação é defender o país. E defender o país é enfrentar também quem manda lá de fora.
Uma escola que pensa é a maior ameaça ao sistema
A UBES está em todos os estados, conectada com grêmios, movimentos e frentes populares. É uma entidade construída por e para estudantes. No último Congresso Nacional, mais de 82% dos delegados elegeram Hugo Silva como presidente, símbolo de uma nova geração que carrega no peito a coragem de continuar lutando.
A história da UBES é feita de suor, sonho e enfrentamento. Não por saudade do passado, mas porque o presente exige ainda mais luta.
77 anos depois, seguimos nas ruas, nas redes e nas escolas. Contra o retrocesso, contra a opressão e contra quem acha que pode mandar mais do que o povo.
Seja no grêmio, no bairro ou na passeata, a UBES mostra que a juventude organizada pode (e vai!) transformar o Brasil.
Parabéns, UBES. Que venham os 80. E que nos encontrem ainda mais fortes!