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Grêmio estudantil: saiba o que é o como participar

Qual o estudante nunca se deparou e se perguntou o motivo pelo qual algum setor na escola muitas vezes não funciona, por exemplo, a quadra poliesportiva com o piso danificado ou a biblioteca sem livros suficientes? Pois é. Fatos como este acontecem de forma recorrente em muitas instituições brasileiras. E o que você faz para reverter esse quadro?

Já se informou se na sua unidade escolar existe um grêmio estudantil? Isso mesmo! Por meio dele, os jovens podem se organizar para representar os interesses do estudante e fazer com que eles participem de forma mais direta nas atividades e gestão de sua escola.

Prestes a completar 25 anos da aprovação do grêmio livre, no próximo dia 4 de novembro, a medida veio para regulamentar e legitimar os interesses dos estudantes secundaristas no que diz respeito às atividades culturais, sociais, cívicas esportivas e, acima de tudo, educacionais da instituição de ensino.

 

Eleições

Nesse período, houveram muitas conquistas protagonizadas por alunos através dos grêmios em todo o Brasil. À beira das eleições presidenciais deste ano, é impossível deixar de pensar no amadurecimento político em que o jovem é submetido ao participar das atividades lideradas pelo grêmio estudantil. Esse fato é comprovado com o resultado da última campanha “Se Liga 16”, idealizada pela UBES e que mobilizou em três meses mais de 200 mil jovens de 16 a 17 anos a tirarem o título de eleitor em todo o Brasil.

Para Yann Evanovick, presidente da UBES, “o contato do jovem com as questões políticas do país, se iniciando através do grêmio estudantil, dá ao jovem eleitor “bagagem” para que, no futuro próximo, saiba definir e escolher o melhor candidato para assumir cargos eletivos”.

“O grêmio estudantil tem que ser uma ferramenta bastante utilizada pelo jovem estudante como instrumento de reivindicação para questões ligadas à escola e a comunidade onde vive”, finalizou Evanovick.

Outra conquistas são comemoradas. É o que relata o estudante do 2º grau do Centro de Ensino Médio 02 (CEM 02), no Gama, André Carvalho. “Voz ativa dentro da escola e ser respeitado como um grêmio estudantil foi uma grande conquista. Outra grande realização foi a reforma da biblioteca da escola, motivada através de uma mobilização que fizemos no ano passado”, comemorou o jovem.

 
Para Taís Araújo, aluna do 2º ano do ensino médio da escola estadual Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, e presidente do grêmio estudantil Olímpus a menos de um mês, a presença da entidade dentro da escola possibilita várias mudanças. “Através do grêmio conseguimos dialogar. Nossa principal bandeira, no momento, é conseguir colocar armários para os alunos dentro das salas de aula. Isso evitará que os alunos carreguem peso durante o intervalo das aulas, além de diminuir o número de materiais perdidos”, afirmou a aluna.


O grêmio estudantil na formação do cidadão

O grêmio estudantil, além de abrir um leque de possibilidades para que os jovens alunos se mobilizem e se fortalecerem em busca de um bem comum, contribui de forma significativa para o crescimento do cidadão como pessoa. É o que garante Arthur Ribeiro, Coordenador Geral do Grêmio Livre “Atitude”, entidade que representa os estudantes do Centro de Ensino Médio 02 (CEM 02).

“A formação política é fundamental não só pra um quadro de grêmio. É também fundamental para qualquer cidadão. Um estudante que vota bem na eleição de um grêmio elegerá futuramente bons representantes de estado”, afirma.

Para a diretora de grêmios da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Grabrielle D’Almeida, o principal ponto de debate sobre a organização dos estudantes na formação do grêmio estudantil é fazer com que eles não fiquem parados. “O grêmio tem como principal objetivo conseguir mesclar várias atividades, como debates, passeatas, recreação cultural, entre outras mobilizações. Tem que haver inquietação, sempre”, pontua.

Gabrielle comenta ainda que, quando o jovem vai participar do movimento estudantil, começando pelo grêmio, “deve-se ter em mente a visão do que pode ser mudado com o empenho de todos. Por meio da organização, abre-se espaço para opinião, debate e solidariedade, democraticamente. É preciso ter consciência de que cada uma dessas opiniões pode fazer a diferença”, concluiu.

A presidente do grêmio estudantil da Escola Estadual Presidente Médici e diretora regional da UBES na Paraíba, Marília França, alerta para as benfeitorias que o grêmio proporciona não só para a escola em si, mas também para toda a comunidade.

“As atividades permitem a integração entre os alunos e pessoas de fora da escola, como a organização de campeonatos, discussões sobre temas importantes como drogas e sexo, projetos que visam maior conforto, qualidade nas aulas e, o mais importante, a integração entre todos que participam desse ciclo, como os pais dos alunos, funcionários da escola e, por que não, de toda a comunidade”, diz.

“É preciso entender que o grêmio estudantil cumpre um papel importantíssimo, que além de ser a representação maior do estudante, contribui com as lutas de avanço para a vida acadêmica do jovem estudante”, conclui.

Para começar, quantas pessoas devo reunir? 
Montar um grêmio estudantil na sua escola é muito fácil. Para isso, primeiro é necessário que você mobilize uma galera, estamos falando de cinco ou seis pessoas que, igual a você, tenha a ambição de lutar por uma boa qualidade no ensino de sua escola. Reunido o pessoal, o primeiro passo é fazer com que todos os alunos da escola saibam da vontade de se ter um grupo que defenda os seus interesses no ambiente escolar.

Reunida a galera, como formar efetivamente o grêmio?

Após montar uma comissão pró-grêmio, ou seja, o grupo de pessoas que juntamente com você irão fazer parte da organização deve, primeiramente, manter contato com a direção da escola para expor a necessidade de haver um grêmio estudantil.

Feito isso, o próximo passo é convocar uma reunião geral com todos os alunos para poder explicar todos os critérios de como será feita a eleição, desde as datas para inscrição da chapa (grupos que concorrerão à liderança do grêmio), regras de campanha e votação.

É sempre muito importante que nesse processo tenha gente com experiência. “É fundamental que o representante eleito do grêmio fique sempre em contato com o pessoal da UBES para ficar por dentro de todas as mobilizações da entidade”, explicou Arthur Ribeiro.

Para saber mais sobre como montar um grêmio na sua escola, entre em contato com a diretora de grêmio da UBES, Gabrielle Gonçalves D’Almeida, através dos contatos abaixo:

E-mail: [email protected]

Fone: (11) 3135-6906 / (11) 5082-2924 / (11) 5084-5219

Paulo Tonon