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Educação como prioridade e o “Pé-de-Meia”: o recado de Lula aos estudantes

16.10.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Plenária do 16º Congresso do PCdoB.   Foto: Ricardo Stuckert / PR

Em discursos recentes, o Lula reafirmou que a educação pública de qualidade não é gasto, mas investimento estratégico para o Brasil, e destacou com ênfase a iniciativa do programa Pé-de-Meia como parte central dessa agenda.


Investimento em educação: uma questão de desenvolvimento

Durante evento realizado em 15 de outubro de 2025, em comemoração ao Dia do Professor, o presidente afirmou que “a educação é aquele caminho que a gente aponta e vê uma luz no fim do túnel. Da parte do nosso governo, não faltará atitude para tentar melhorar a educação nesse país”, disse Lula. 

Ainda no mesmo pronunciamento, Lula enfatizou que “não existe país no mundo que se desenvolveu sem antes investir na educação. Nós não queremos ser apenas exportador de soja, exportador de milho ou minério de ferro. A gente quer exportar conhecimento, inteligência, valor agregado”.

Esse discurso reforça o que o governo chama de mudança de paradigma: conceder à educação a centralidade necessária para transformar vidas, dar oportunidade e romper ciclos de desigualdade!

O programa Pé-de-Meia: incentivo, permanência e conclusão escolar

O programa Pé-de-Meia foi instituído para atender estudantes do ensino médio público, de famílias de baixa renda, como uma “poupança-incentivo” para que não abandonem a escola. 

Em 20 de fevereiro de 2025, em uma entrevista, Lula afirmou que “o Pé-de-Meia é uma revolução, porque descobrimos que meio milhão de jovens desistiam do ensino médio para ajudar no orçamento familiar. Então resolvemos criar uma poupança para esse jovem”, declarou o presidente.

O programa prevê valores mensais condicionados à frequência e matrícula, e um depósito adicional ao final de cada ano para quem concluir o ensino médio.


O recado aos estudantes e o papel da UBES

Para a UBES, como entidade que representa os estudantes secundaristas, as falas de Lula sinalizam uma abertura, e também um desafio. 

Alguns pontos importantes:

  • A valorização da permanência e da conclusão da etapa do ensino médio reforça a luta estudantil por equalização de oportunidades.
  • O discurso de que “colocar dinheiro na educação não é gasto, e sim investimento” dá legitimidade à reivindicação de mais e melhores recursos para as escolas públicas, merenda, infraestrutura, internet, laboratórios, corpo docente.
  • No entanto, a UBES precisa estar atenta para que a ampliação de programas como o Pé-de-Meia não substitua ou diminua a cobrança por condições estruturais de qualidade no ensino básico.

Críticas e alertas

Mesmo com os avanços, há vozes que avisam: o programa, embora relevante, não resolve sozinho a questão da qualidade da escola pública, das instalações, professores, formação, equipamentos, tecnologia. 

Além disso, a universalização do benefício é uma reivindicação levantada pelo próprio Lula. “Dentro da mesma sala de aula tem um aluno que recebe o Pé-de-Meia e outro que não recebe. E a diferença do salário é de 50 centavos. Então, nós vamos aprovar a universalização do Pé-de-Meia para que toda a pessoa possa ter o direito de estudar”, reforçou ele. 

Isso representa uma pauta que a UBES pode fortalecer: além de garantir o benefício, exigir que toda escola pública seja de fato um lugar de aprendizagem potente.

As declarações de Lula imprimem um tom de esperança, apontando para a educação como eixo de transformação social e, programaticamente, o Pé-de-Meia entra como mecanismo concreto dessa visão. 

Para a UBES, cabe seguir mobilizando estudantes, construir a narrativa de que educação de qualidade é direito e deve ter recursos garantidos, e pressionar para que essa política não seja apenas assistencial, mas estruturante.

E, como o próprio presidente afirmou, “ninguém na idade de vocês tem o direito de desistir… o que faz a vida valer a pena de verdade é a gente ter um objetivo. Não desistam nunca. O destino somos nós quem traçamos. Sejam o que vocês quiserem. E nós estaremos aqui para dar sustentação a vocês”.