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Escolas Climáticas: educando para o futuro e para o presente


A crise climática já está batendo na porta: calor extremo, enchentes, secas e desastres ambientais que afetam o cotidiano das cidades e, claro, das escolas. Diante disso, a escola deixa de ser apenas o lugar onde a gente aprende e passa a ser um espaço estratégico para formar pessoas capazes de entender, agir e transformar a realidade.

É daqui que surge a ideia de escolas climáticas: instituições que colocam o clima no centro da aprendizagem, conectando conhecimento, participação e mobilização.

O que é educação climática?

É aprender como as mudanças do clima acontecem, como elas impactam nosso dia a dia e quais soluções podemos construir coletivamente.
Não é apenas adicionar uma aula extra sobre “meio ambiente”.
É criar uma cultura de consciência e ação, dentro e fora da escola.

Educação climática é estudar o clima, mas também:

  • observar o território;
  • debater política pública;
  • cuidar do meio ambiente;
  • e aprender a tomar decisões coletivas.


É ciência + comunidade + responsabilidade.

Como funciona uma escola climática, na prática

No Brasil, iniciativas como o Projeto Escolas Climáticas (IPÊ) mostram como isso pode ser feito: trazendo conteúdos científicos de maneira acessível, envolvendo professores, estudantes, famílias e o entorno da escola.

Isso significa:

  • ver a escola como espaço de mobilização;
  • transformar o aprendizado em projetos reais, como hortas, campanhas, mutirões,
    estimular liderança estudantil;
  • criar pontes entre escola e comunidade.

A escola deixa de ser “só sala de aula” e passa a ser centro vivo de ação climática.

Por que isso é tão importante no Brasil?

Porque o Brasil é um dos países que mais sente os efeitos das mudanças climáticas.
E quem sofre primeiro? A população que já enfrenta desigualdade.

  • Escolas que viram “saunas” com calor extremo;
  • Aulas canceladas por enchentes;
  • Estudantes que não conseguem chegar à escola por conta de seca ou alagamento.

Aqui, falar de clima é falar de direito à educação. É falar de justiça social.

E as escolas são o lugar onde essa transformação pode começar de baixo para cima, com organização e protagonismo juvenil.

Como uma escola pode começar essa mudança

Alguns caminhos possíveis:

  • Integrar o tema ao currículo, conectando clima com ciências, geografia, artes, história, redação e projetos comunitários.
  • Criar espaços de participação, onde estudantes opinam, criam soluções e decidem ações coletivas.
  • Realizar ações concretas no território escolar, como hortas, compostagem, campanhas de redução de resíduos, diagnóstico ambiental da escola.
  • Formar professores e gestores para acolher o protagonismo estudantil.
  • Trabalhar a justiça climática, entendendo que a crise climática aprofunda desigualdades existentes.

Não é algo que acontece de um dia para o outro, exige planejamento, apoio, recursos, sensibilidade e vontade de construir junto.

Mas já existe muita escola fazendo isso, e o movimento cresce porque faz sentido agora.

E onde entra a UBES?

A UBES defende que estudantes têm papel central na transformação da escola.

Isso significa:

  • organizar coletivos climáticos;
  • propor ações;
  • pressionar redes e governos por condições e estrutura;
  • compartilhar experiências entre escolas;
  • ocupar o debate com voz ativa e responsável.

Ser estudante é fazer parte da resposta, não só aprender sobre o problema.

Para onde queremos ir

As escolas climáticas não formam só “bons alunos”. Formam cidadãos conscientes, preparados para pensar coletivamente um futuro possível, e lutar por ele.

Quando a educação climática é integrada ao cotidiano escolar, a escola deixa de reproduzir o mundo como ele é e passa a construir o mundo como ele pode ser.

Isso não é só educação.
É projeto de país.
E começa com a juventude.